quarta-feira, 14 de abril de 2010

Raskolnikov

São estes olhos que seguem
O curso daquilo que quero
E à sombra do teu corpo-raso
Vejo-me víbora e viva

Estranha vida que insiste, habita
Permanece e segue impondo o medo
O mesmo medo que faz o ato
O ato da plena liberdade humana

E ela revida esta vida com
Seu peito forte e sangue nos olhos
E não foge mais,pois não...
Não consegue e não suportaria

O resto desta vida!

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