quarta-feira, 14 de abril de 2010

Adorno

Divide a tristeza em bem e mal
Torna mundo este quintal
E faz morrer a força já tímida
Fecha meus ouvidos ao som do dia
E desses dias, apenas brisas do corpo
Corpo-adorno!
Livre e vassalo-arrasado, cansado
Sinto do verme a pureza e bondade
Que sufocam o sangue vivo, doente...
Até quando a fria sombra do que sou
Vai me perseguir?
Aonde irá me levar o pulsar
Deste gênio doentio?
Atirar-me –lança- contra o coração leviano?
Derramar o sangue do conforto dos que choram
Vezes vilã dos dias de quem amo
Outras anjo da noite: eu-fria brisa que passo...

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